INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

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O que é ser inteligente?

“É a capacidade do ser humano descobrir aquilo que gosta de fazer,

faz bem, cada vez melhor e,

 ensina os outros para que o façam ainda melhor.”

                                                                                             Prof. Adalid Chávez

A Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner (1985), psicólogo da Universidade de Harvard, é uma alternativa para o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos uma performance, maior ou menor, em qualquer área de atuação. Sua insatisfação com a idéia de QI e com visões unitárias de inteligência, que focalizam sobretudo as habilidades importantes para o sucesso escolar, levou Gardner a redefinir inteligência à luz das origens biológicas da habilidade para resolver problemas. Através da avaliação das atuações de diferentes profissionais em diversas culturas, e do repertório de habilidades dos seres humanos na busca de soluções, culturalmente apropriadas, para os seus problemas, Gardner trabalhou no sentido inverso ao desenvolvimento, retroagindo para eventualmente chegar às inteligências que deram origem a tais realizações.

Howard Gardner, baseou seus estudos em pesquisas para questionar a tradicional visão da inteligência, uma visão que enfatiza as habilidades linguística e lógico-matemática. Segundo Gardner, todos os indivíduos normais são capazes de uma atuação em pelo menos sete diferentes e, até certo ponto, independentes áreas intelectuais. Ele sugere que não existem habilidades gerais, duvida da possibilidade de se medir a inteligência através de testes de papel e lápis e dá grande importância a diferentes atuações valorizadas em culturas diversas. Finalmente, ele define inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que sejam significativos em um ou mais ambientes culturais.

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>> Inteligência verbal-linguística
Essa é mais conhecida e valorizada por todos. Seus elementos centrais, em sua origem, são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade do uso da linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias, além de lidar – na forma escrita e falada – com a linguagem de forma mais criativa e integrada. Políticos, jornalistas, vendedores exibem com mais destaque essa inteligência.

>> Inteligência lógico-matemática
Gosto por padrões, cálculo, ordem e sistematização. É a habilidade para lidar com raciocínios, reconhecer problemas e resolvê-los. É a inteligência característica de engenheiros, matemáticos e cientistas. Veja a sutileza das diferenças apontadas por Gardner: embora o gosto pelo lógico esteja nessas profissões, os motivos que movem as ações dos cientistas e dos matemáticos não são os mesmos. Enquanto os matemáticos desejam criar um mundo abstrato consistente, os cientistas pretendem explicar a natureza.

>> Inteligência musical
Habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui percepção dos sons, temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre e habilidade para reproduzir e produzir sons de maneira criativa. A aptidão musical está intimamente ligada à habilidade de reconhecer as diferenças sutis entre uma nota e outra, um timbre e outro. Uma criança que tem essa inteligência aguçada geralmente canta para si mesma, e as pessoas dotadas desse tipo de inteligência geralmente não precisam de aprendizado formal, “tocam de ouvido”, como se costuma dizer.

>> Inteligência espacial
É a capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. É mais: possibilita às pessoas perceberem as imagens, transformá-las e criá-las a partir da memória. É a inteligência de artistas plásticos, navegadores, pilotos, arquitetos. Nas crianças, essa inteligência é identificada pela habilidade com brinquedos de montar e quebra-cabeças e o interesse por detalhes visuais.

>> Inteligência corporal-cinestésica
Permite aos indivíduos usarem seu corpo, total ou parcialmente, de formas altamente especializadas. Refere-se à habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo. Envolve tanto o autocontrole corporal quanto a destreza para manipular objetos (cinestesia é o sentido pelo qual se percebem os movimentos musculares, o peso e a posição dos membros, segundo o Dicionário Aurélio). É a inteligência dos cirurgiões, bailarinos, atletas, escultores. A criança dotada dessa inteligência tem muita articulação de movimento, demonstra grande habilidade para o esporte ou tem coordenação apurada.

>> Inteligência interpessoal
Habilidade de interagir com as outras pessoas, entendê-las e interpretar seu comportamento. É a inteligência comum em líderes, políticos, religiosos, terapeutas, professores, que sabem identificar expectativas, desejos e motivações de outras pessoas, tornando-se extremamente sensíveis a suas necessidades. Não está obrigatoriamente associada à habilidade lingüística. Na criança, é manifestada pela habilidade de reconhecer adultos e liderar brincadeiras.

>> Inteligência intrapessoal
É a habilidade de reconhecer os próprios sentimentos e desenvolver modelos mentais precisos sobre si mesmo. É a inteligência que dá acesso ao conhecimento de seus sentimentos, sonhos e idéias. Por ser a mais pessoal de todas, ela só é observável através da manifestação de outras inteligências, como a verbal-lingüística ou a corporal-cinestésica, por exemplo. É a capacidade que faz com que você tenha autoconhecimento e auto-estima.

>> Inteligência naturalista
Adicionada recentemente à lista das inteligências múltiplas, é a habilidade de identificar e classificar padrões da natureza. É percebida pela atração pelo mundo natural e pela sensibilidade em relação a ele. É a inteligência dos envolvidos em causas ecológicas, como os ambientalistas, espiritualistas, artistas.

>> Inteligência espiritual
A mais nova inteligência adicionada à lista está sendo estudada por Gardner. Refere-se à preocupação e formulação de perguntas sobre a vida, a morte, o universo. É a inteligência de religiosos, líderes espirituais, devotos etc.

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PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO

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Considerando que o processo de Tomada de Decisão engloba quatro componentes – Obtenção de Dados, Processamento de Informações, Geração de Significado e a Decisão sobre qual curso seguir – existem cinco tipos de Tomada de Decisão, principalmente no que tange ao processo de tomada de decisão:

  • Tomada de Decisão Baseada no Instinto: Ação precede o pensamento, as decisões estão sempre baseadas no passado e não temos controle sobre nossas ações e comportamentos.
  • Tomada de decisão baseada em Crenças Subconscientes: Se reage àquilo que está acontecendo, porém baseado nas memórias pessoais, ao invés da memória herdada. A ação ainda precede o pensamento, geralmente acompanhada de liberação de carga emocional. De acordo com essa carga emocional agimos negativamente (culpar, rivalizar) ou positivamente (confiar, cooperar).
  • Tomada de Decisão Baseada em Crenças Conscientes: É possível tomar decisões racionais ao inserir uma pausa entre a criação de significado e a tomada de decisão, permitindo tempo para reflexão e pensamento, a fim de usar a lógica para compreender o que está acontecendo e dar significado para a situação. A ação é consequência do pensamento. O fator emocional influencia e pode anular esse processo, sendo um desafio para os líderes passarem da tomada de decisão subconsciente para a tomada de decisão baseada em crenças conscientes.
  • Tomada de Decisão Baseada em Valores: Uma decisão precisa passar pelo teste dos valores. Se ela não estiver em alinhamento com os seus valores, você deveria repensá-la. Uma decisão que não está alinhada com os valores declarados da organização carece de integridade. Uma decisão que não está alinhada com seus valores pessoais carece de autenticidade. Conforme [3]: “as organizações que funcionam com base em seus valores estão entre as de maior sucesso no mundo. O objetivo é que os valores guiem o comportamento, e não as crenças, pois valores são conceitos universais que transcendem todos os contextos, já crenças são locais e contextuais”.
  • Tomada de Decisão Baseada na Intuição: Principais características: menos julgamento, crenças, programações pessoais e mais reflexões e sabedoria, com decisões mais sustentáveis – um tanto distante da realidade de hoje.
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ESTÁGIOS DE DESEMPENHO DE GRUPO

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Para Katzenbach e Smith (2001), a palavra “equipe” vem sendo tão utilizada para definir grupos que não são realmente equipes que o termo começa a perder seu significado. Uma equipe é um grupo de pessoas com aptidões complementares, comprometidas com um objetivo comum, que realizam trabalho interdependente e são coletivamente responsáveis pelos resultados (KATZENBACH e SMITH, 2001).

Em outras palavras, a maior parte das equipes são realmente grupos de trabalho, uma vez que não existe um objetivo ou produto final comum, e os membros não têm trabalho desenvolvido em equipe. Larson e LaFasto (1989) incluem em sua definição de “equipes” os conceitos de dedicação e unidade e defendem que o maior empecilho para a formação de uma equipe é o conflito entre os objetivos individuais os objetivos do grupo.

Assim, antes que um grupo de pessoas tornar-se uma equipe de alta performance, é necessário que este grupo torne-se uma equipe.

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ESTILOS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

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CLIMA E PESQUISA ORGANIZACIONAL

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A pesquisa de clima alinha as necessidades dos indivíduos e os objetivos da organização

A Pesquisa de Clima Organizacional é uma ferramenta para coleta destes dados, fornecendo informações importantes sobre a percepção dos colaboradores em relação aos diversos fatores que afetam os níveis de motivação e desempenho dos mesmos. Além da identificação destes problemas, a pesquisa, enquanto meio de comunicação, possibilita ainda a utilização do conhecimento tácito dos colaboradores para a resolução dos problemas com os quais os mesmos lidam diariamente. A pesquisa, portanto, possibilita que a organização avalie seu momento atual e planeje ações, em um processo de melhoria contínua.

Alguns objetivos da pesquisa de clima

  • Avaliar o grau de satisfação dos colaboradores em relação à organização;
  • Criar canal de comunicação direta entre os colaboradores e a direção da organização, onde possam manifestar suas opiniões com garantia do anonimato;
  • Permitir melhoria do clima organizacional onde for constatado o maior grau de insatisfação no ambiente de trabalho

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Estilos Básicos de Liderança

Teorias sobre Liderança

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Quando o homem compreende que é parte de toda a humanidade, quando sente no mais profundo que está unido a todas as cores de todas as raças, credos e sonhos, quando de pé vê que seu horizonte a perseguir é a paz e a felicidade de toda espécie viva da terra, então este homem conduzirá como um verdadeiro líder todos os seres de boa vontade.

Adalid Chávez

19/09/2014

Segundo Chiavenato a Teoria das Relações Humanas constatou a influência da liderança sobre o comportamento das pessoas. Existem três principais teorias sobre a liderança:

  • Traços da personalidade. Segundo esta teoria o líder possui características marcantes de personalidade que o qualificam para a função.
  • Estilos de liderança. Esta teoria aponta quatro estilos de liderança: autocrática, democrática, liberal e paternalista.
  • Situações de liderança (teoria Contingencial:). Nesta teoria o líder pode assumir diferentes padrões de liderança de acordo com a situação e para cada um dos membros da sua equipe

Para Lacombe os líderes influenciam as pessoas graças ao seu poder, que pode ser o poder legítimo, obtido com o exercício de um cargo, poder de referência, em função das qualidades e do carisma do líder e poder do saber, exercido graças a conhecimentos que o líder detém.

Estilos de Liderança

  • Liderança autocrática: Na Liderança autocrática o líder é focado apenas nas tarefas. Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos liderados. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, de modo imprevisível para o grupo. Além da tarefa que cada um deve executar, o líder determina ainda qual o seu companheiro de trabalho. O líder é dominador e pessoal nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.
  • Liderança democrática: Chamada ainda de liderança participativa ou consultiva, este tipo de liderança é voltado para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório. Aqui as diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com o debate. A divisão das tarefas fica ao critério do próprio grupo e cada membro pode escolher os seus próprios companheiros de trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo. Ele é objetivo e limita-se aos fatos nas suas críticas e elogios.
  • Liderança liberal ou Laissez faire: Laissez-faire é a contração da expressão em língua francesa laissez faire, laissez aller, laissez passer, que significa literalmente “deixai fazer, deixai ir, deixai passar”. Neste tipo de liderança as pessoas tem mais liberdade na execução dos seus projetos, indicando possivelmente uma equipe madura, auto dirigida e que não necessita de supervisão constante. Por outro lado, a Liderança liberal também pode ser indício de uma liderança negligente e fraca, onde o líder deixa passar falhas e erros sem corrigi-los.
  • Liderança paternalista: O paternalismo é uma atrofia da Liderança, onde o Líder e sua equipe tem relações interpessoais similares às de pai e filho. A Liderança paternalista pode ser confortável para os liderados e evitar conflitos, mas não é o modelo adequado num relacionamento profissional, pois numa relação paternal, o mais importante para o pai é o filho, incondicionalmente. Já em uma relação profissional, o equilíbrio deve preponderar e os resultados a serem alcançados pela equipe são mais importantes do que um indivíduo.

 

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O Substituto – INDIFERENÇA – completo e legendado

Filme para estudo de HORAS COMPLEMENTARES

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